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April 22, 2026
Clima

IEA: Guerra no Oriente Médio causa a maior crise energética da história – ClimaInfo

  • Abril 21, 2026
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IEA: Guerra no Oriente Médio causa a maior crise energética da história – ClimaInfo
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A proximidade do fim do cessar-fogo e as novas ameaças dos EUA mantêm a volatilidade dos preços do petróleo, que permanecem próximos de US$ 100.

21 de abril de 2026

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CC by 4.0 / via Business Today

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã estão provocando a maior crise energética da história. A avaliação é do diretor-geral da Agência Internacional do Petróleo (IEA), Fatih Birol. E a proximidade do fim do frágil cessar-fogo temporário firmado entre estadunidenses e iranianos, bem como novas ameaças de ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, mantêm os preços do petróleo próximos de US$ 100 por barril.

“Esta é, de fato, a maior crise da história”, disse Birol à rádio France Internacional, em entrevista transmitida na 3ª feira (21/4) e repercutida pela Reuters e pela Folha. “A crise já é enorme se você considerar os efeitos das crises do petróleo e do gás da Rússia”, acrescentou o executivo da IEA.

No início deste mês, Birol já havia dito que considerava a situação atual nos mercados globais de energia pior do que as crises de 1973, 1979 e 2022 combinadas. Em março, a IEA concordou em liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas para combater a alta dos preços do petróleo causada pela guerra.

Hoje (22/4) termina o cessar-fogo firmado entre os EUA e o Irã. À CNBC, em fala repercutida pela Reuters, Donald Trump disse que não queria estendê-lo; que os EUA estavam em uma posição de negociação forte; e que chegariam a um acordo “ótimo”. No entanto, a BBC informa que o “agente laranja” disse que “espera bombardear” novamente o território iraniano se não houver progresso nas negociações.

Trump afirmou que não suspenderá o bloqueio estadunidense aos portos iranianos até que um acordo seja alcançado com Teerã, lembra a Al Jazeera. O Irã, no entanto, sinalizou que não pretende enviar negociadores à capital do Paquistão, Islamabad, para mais uma rodada de negociações com os EUA, ao citar o bloqueio naval aos seus portos. Ou seja, a paz — e a estabilização do mercado mundial de petróleo — parecem bem distantes.

Se a oferta de petróleo já foi estrangulada pelo fechamento do Estreito de Ormuz — cerca de 20% do combustível fóssil produzido em todo o mundo passa pela região, o que faz os preços dispararem —, a situação deve piorar. Isso porque a Rússia foi forçada a reduzir sua produção de petróleo devido a ataques de drones ucranianos a portos e refinarias, bem como à interrupção do fornecimento de óleo cru pelo único oleoduto russo restante para a Europa, segundo fontes e cálculos da Reuters.

A Rússia reduziu a produção em algo entre 300 e 400 mil barris por dia em abril, em comparação com o nível médio observado nos primeiros meses do ano. Poderá ser a queda mensal mais acentuada da produção russa desde o início da pandemia de COVID-19, em 2020.

  • Em tempo: Com a guerra no Oriente Médio elevando os preços do petróleo, do gás e dos combustíveis derivados, pela primeira vez na história, o biodiesel ficou mais barato na Europa e na Ásia do que o diesel fóssil, informam Financial Times e Folha. Os preços de referência do biodiesel na Europa passaram a ter desconto em relação ao diesel tradicional no final de março, segundo a Argus Media, enquanto os preços futuros de óleo de palma na Ásia também caíram abaixo do diesel no início de abril.

    Fornecedores asiáticos de petróleo estavam fazendo “cada vez mais” consultas para garantir óleo vegetal hidrotratado como substituto do diesel, disse Matti Lievonen, diretor-executivo da EcoCeres, produtora de combustíveis renováveis com sede em Hong Kong. Ele acrescentou que grande parte era destinada à Austrália, onde a escassez de oferta é particularmente severa.

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Celia Mello

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