Desmatamento cai na Amazônia e no Cerrado pelo 2º ano consecutivo – ClimaInfo
O Brasil tem corrido contra o relógio para atingir a meta de desmatamento zero até 2030. Apesar dos desafios, os esforços estão dando frutos: dados do INPE mostram que, pelo 2º ano consecutivo, o desmatamento caiu na Amazônia e no Cerrado, os maiores biomas do país. Segundo o g1, na Amazônia, a redução foi de 8,7%; já no Cerrado, 9%. Os números são mensurados diariamente pelo INPE e divulgados por meio de um indicador que antecede a confirmação do corte raso da vegetação e orienta ações de fiscalização do poder público. Os resultados representam um alerta precoce, mas os números consolidados vêm de outro sistema, o PRODES, explica a Carta Capital.
De acordo com levantamento do INPE, o desmatamento da Amazônia segue concentrado em alguns estados, sendo Mato Grosso o líder dos alertas em 2025, com quase metade do total (1.497 km²). Pará e Amazonas aparecem em seguida, apesar da queda de alertas de 36% e 9%, respectivamente. O g1 destaca que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) aplicou quase R$ 271 milhões em multas ambientais em 2025, sendo R$ 179,3 milhões por desmatamento ilegal. Em 2024, o valor total havia sido de R$ 194 milhões, dos quais R$ 106 milhões ligados ao desmatamento. O órgão explica, porém, que os valores não significam arrecadação imediata, pois os processos ainda precisam ser julgados. No Cerrado, o Maranhão lidera o desmatamento (1.190 km²), seguido por Tocantins (1.133 km²) e Piauí (1.000 km²), todos na região do MATOPIBA. Pelo 3º ano, a área desmatada no Cerrado é maior do que na Amazônia.
Mata Atlântica e Pampa tiveram reduções de 38% e 20%, respectivamente. Já Caatinga e Pantanal apresentaram crescimento de 9,93% e 16,5% nas áreas desmatadas, respectivamente, detalha a Agência Brasil. No Pantanal, quem puxou o desmate foi Mato Grosso do Sul, com 76% da área suprimida (640 km²), e Mato Grosso, com os demais 24%. Segundo a análise do PRODES, parte da supressão está associada à conversão da vegetação nativa em pastagem, informa o Campo Grande News.
O órgão afirma que o ritmo da queda no desmatamento vem diminuindo, o que mostra o tamanho do desafio enfrentado pelo país para cumprir a meta de zerar o desmatamento até 2030. “São reduções que ainda vêm de um número muito alto. O Cerrado já tem mais de 50% da sua área desmatada. A gente precisava frear esse desmatamento de uma maneira muito mais severa”, diz Yuri Salmona, diretor do Instituto Cerrados, ao g1.









