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July 11, 2026
Clima

COP30: comitê negociador pede recursos para viabilizar mercado global de carbono – ClimaInfo

  • Setembro 12, 2025
  • 3 min read
COP30: comitê negociador pede recursos para viabilizar mercado global de carbono – ClimaInfo

A presidência quer fazer da COP30 a “COP da implementação”. Um dos temas que poderão avançar nesse sentido é o mercado de carbono. Nesta direção, o Ministério da Fazenda quer levar à Conferência a proposta de criação de uma coalizão entre países dispostos a integrar seus mercados. Mas esse pleito e outros avanços sobre a temática podem estar em risco.

O comitê do Acordo de Paris que trata do tema alertou que a falta de recursos pode comprometer a implementação do sistema internacional de créditos de carbono. O orçamento mínimo aprovado é de US$ 20,8 milhões para 2026 e US$ 17,3 milhões para 2027. Mas esses valores ainda não estão disponíveis.

Por isso, de acordo com o g1, o grupo apelou aos signatários do Acordo de Paris por contribuições financeiras adicionais para evitar que o mecanismo perca ritmo nos próximos anos. No ano passado, na COP29, em Baku, os países aprovaram criar um mercado internacional sob gestão da ONU, após quase uma década de negociações.

Apesar do aperto financeiro, o comitê continua seus trabalhos. Em outubro, o grupo discutirá regras sobre não permanência e reversões das reduções de carbono. Essas normas definirão os níveis aceitáveis para atividades de mitigação de emissões baseadas em terras e florestas, informa a Argus Media.

Já a coalizão proposta pelo Brasil está sendo discutida com China, União Europeia e outros países e não pretende ser uma estrutura global, que dependeria da aprovação de todas as nações. A aliança pretende criar um teto de emissões de carbono compartilhado entre seus integrantes, que cairia com o tempo e estimularia a descarbonização das economias, segundo o Valor. Ela teria critérios de justiça para países mais pobres, assim como um mecanismo permanente de fluxo de recursos para auxiliar na adaptação climática.

“Acreditamos que a proposta seja efetiva porque estabelece um teto de emissões, justa, porque prevê critérios de renda per capita, e politicamente viável por não depender de 200 países concordarem para acontecer. Basta que a coalizão seja forte o suficiente”, diz Rafael Dubeux, secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda. “Se conseguir envolver o Brasil, a União Europeia e a China, pode estimular outros a aderirem”, completou.

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Celia Mello

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